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O desejo de viver em comum

BRASIL, ARGENTINA, CHILE, PERU

25 de Março
Sábado, das 10H00 às 18H00

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL

O ’viver em comum‘ constituíu, na passagem do séc. XX para o séc. XXI, matéria de debate social e político em que se envolveram pensadores, alternativas políticas e alguns artistas. Era no tempo em que um multiculturalismo de formato light ainda era pensado como possível e que, aparentemente, traduzia uma certa maneira de olhar de alguma urbanidade europeia. Mas deste olhar, ingénuo nuns casos, e cínico noutros, era escamoteado um conjunto complexo de situações explosivas que se têm vindo a manifestar nos últimos quinze anos na Europa e que atingem o seu clímax com a criação da fortaleza europeia contra os refugiados. Questões como o trabalho precário para os estrangeiros, políticas segregacionistas e a visão demagógica de que a cultura seria um manto diáfano que apagaria todas as fraturas e conflitos contribuíram para o desentendimento do que na verdade queria dizer viver em comum. Acresce que a Europa, ainda nostálgica dos seus estados-nações imperiais, não entendia que, subentendida a esta possibilidade de viver em comum, estava a necessidade de se descolonizar do espírito colonial tendo que, impretivelmente, olhar para as antigas colónias para, à luz das novas narrativas dos países independentes latino-americanos e africanos -, entender a re-escrita das novas histórias. Nestes países, por seu lado, depois das independências e dos nacionalismos, está também por esclarecer o estatuto e o lugar dos primeiros anfitriões e dos descendentes dos escravos que fundaram as Américas.

O desejo de viver em comum não pode, pois, ser visto senão como um projeto de descolonização do espírito e um projeto político de encontro da paz num contexto global.

Com Adalberto Cardoso (Brasil), Patricia Jacquelyn Balbuena Palacios (Peru), Renata Bittencourt (Brasil), Omer Freixa (Argentina), Veena Das (Índia), Patricia Vieira e Margarida Calafate Ribeiro (Portugal)